Após ter estabelecido uma estreita parceria com a fundação DaST (Design a Sustainable Tomorrow) e o Centro de Estudos da Pessoa, acreditando numa filosofia que assenta no pensar a arte como a arte de pensar o mundo de amanhã, a vida e as relações entre quem sonha e quem faz, num claro desafio ao novo e ao diferente, a WOA desenvolveu a WOAU-Way of Arts United.
O movimento WOAU, tenta de uma forma livre, num sistema interdisciplinar, multicultural e até transcultural, conjugando diferentes sectores da sociedade, como o popular, o académico e o artístico, não só pensando mas actuando, dar o seu contributo à cultura do séc XXI, pois as obras materiais e imateriais resultantes do movimento WOAU, são o reflexo de um trabalho colectivo, que assenta na procura de uma mais sustentada forma de vida onde a arte funciona como matriz unificadora.
Sendo uma filosofia que assenta na transculturalidade e na internacionalização dos projectos, não é uma filosofia obrigatoriamente globalizadora, mas sim, uma filosofia que tenta, através da aprendizagem deste conceito de globalização, contribuir para melhorar a individualidade onde quer que esta se aplique. Precisamos de uma cultura capaz de nos ajudar a pensar o global ou o local, ou seja uma cultura “glocal”. A cibercultura que acompanha a emergência da “sociedade mundial da informação possui alguns atributos de glocal da qual a cultura internet é uma pré figuração”.
A WOA tem prezando pela liberdade individual e colectiva, cruzado interesses e sensibilidades, feito por bem cuidar de todos aqueles que serve e aqueles que com ela têm vindo a trabalhar.
O conceito WOAU tem vindo a ser desenvolvido não só através das residências artísticas\workshops mas, desde a sua origem, através da forma como tem sido estabelecido o diálogo para o desenvolvimento dos vários projectos, nas diferentes áreas, entre os responsáveis da WOA, artífices, artistas, estudantes, professores e outros criativos sempre em busca de quem pensa e faz pensar. Este diálogo, sempre que possível, é também estabelecido com a população das localidades onde os projectos são levados a cabo, no sentido de a integrar, e na tentativa de usar a arte como matriz unificadora e desencadeadora de processos de actualização de potencialidades passando da potência ao acto, e consequentemente social, numa aculturação cada vez mais necessária no enriquecimento global do intelecto.
















